O envolvimento dos dois maiores filiados do PT da Bahia no escândalo do Banco Master podem ter sido a alavanca para criar todo o esquema. Quando era governador, em 2018, Rui Costa (PT) vendeu a Ebal, responsável pela Cesta do Povo, a um empresário amigo por apenas R$ 15 milhões. Só o patrimônio valia muitas vezes mais que isso.
Planejada por Jaques Wagner, a venda foi feita a toque de caixa e aprovada pela maioria do governo na Assembleia. O que importava para o comprador, o empresário Augusto Lima, ligado ao PT baiano, não eram os prédios nem o negócio de supermercado, e sim a armação para sequestrar a folha de pagamentos do estado.
Lima recebeu de Rui a exclusividade em oferecer empréstimo consignado aos servidores do estado, o que é ilegal. A lei obriga a haver concorrência. Para Rui, isso não importava. Lima passou a controlar a folha através do Credcesta, onde o servidor contraía consignado pagando juros extorsivos de 5,5% numa operação sem riscos.
Os juros são o "custo" pelo risco de inadimplência que cada operação financeira enfrenta. No caso do Credcesta, essa risco era zero, mas ele cobrava o mesmo que empréstimos de alto risco na rede particular. O servidor não tinha como deixar de pagar, porque era descontado na folha e já recebia o salário sem a parcela do Credcesta.
Outra ilegalidade do Decreto 18.353/2018 era dar ao Credcesta o poder de fazer consignado comprometendo até 75% do salário do servidor, com uma margem extra de 30% sobre ops 45% da lei. Uma armadilha que arruinou a vida de muitos servidores e suas famílias. O mesmo decreto proibiu a concorrência.
Desde essa época, os servidores acusam o Credcesta de assédio para fechar novos emprésticos, cartões enviados sem a pessoa pedir, descontos indevidos, compras falsas e impossibilidade de recorrer. A Ouvidoria do estado não se envolve, o Ministério Público ignora. Hoje, com o escândalo na midia, talvez algo mude.
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